Abarca | Comunicação Integrada

A relação das marcas em tempos de pandemia

As atitudes demonstram quanto o posicionamento, o valor e o propósito são importantes no momento de promover a imagem e os produtos das empresas.

No artigo anterior, falamos sobre o que o novo Coronavírus tem a ver com as Relações Públicas e tentamos fornecer algumas respostas para o diálogo das empresas com seus públicos http://abarca.net.br/coronaerp/

Neste, o convite é para refletirmos como algumas empresas e ou pessoas públicas estão reagindo à pandemia nas suas estratégias para solidificação de marca, a partir das informações que a mídia tem publicado.

 

Caso I

 

Máscaras – A grande garota-propaganda para evitar a propagação do vírus é a máscara. Muitas empresas decidiram produzir e vender o equipamento de proteção, mesmo que não fizesse parte do seu portfólio. Até aí, tudo bem. Mas e quando o preço de um kit com duas máscaras de tecido é de R$ 150,00?
Foi o que cobrou uma das mais conceituadas marcas de artigos esportivos do país, sob a alegação de que, a cada compra, doaria R$ 70,00 para a aquisição de cestas básicas para famílias carentes.
A pressão da opinião pública foi tão forte que a marca suspendeu a venda, mas manteve a produção, que será doada na sua totalidade para profissionais da saúde.

Lição aprendida: Ações de Relações Públicas precisam ter um planejamento global, que aborde não somente o marketing em si, mas o efetivo valor e propósito da empresa.

Dentro de um Planejamento Estratégico de Comunicação construímos ações que exigem estudo mais aprofundado sobre o cliente e seu mercado de atuação. Qual o público do seu negócio? (ele não é apenas os clientes e sim colaboradores, fornecedores, imprensa, etc…) Como ele se comporta? Como divulgar melhor a sua empresa e captar a atenção dos alvos? Como construir ações de relacionamento com este público? Tudo isso deve ser abordado e levado em consideração antes de colocar uma nova ação no ar.

 

Caso II

 

Festa – Um dos casos mais ruidosos do país foi o da influenciadora digital na área de Beleza e Saúde que tem – ou tinha – seis milhões de seguidores e que postou fotos de uma festa que promoveu em plena quarentena e pouco tempo depois de ter contraído e se recuperar da Covid-19. Foi contra todas as orientações dos órgãos de Saúde.
A opinião pública novamente entrou em ação e criticou ferozmente a atitude.
A influenciadora perdeu seguidores e a maioria dos contratos de patrocínio e optou por cancelar sua conta nas redes sociais, até a tempestade passar.

Lição aprendida: A marca precisa olhar o seu entorno, ter empatia e, sempre, avaliar os riscos. Sim, a influenciadora é uma marca, na qual várias outras apostaram. Ao não cuidar da Saúde – que era a sua bandeira – revelou que não tinha claro o seu propósito.

Em momentos como este que estamos vivendo a adaptação das estratégias de comunicação é vital para manter sua empresa saudável. Você pode e deve buscar implantar e veicular ações que estejam alinhadas com a situação atual, como por exemplo apoiar uma causa social, dividir seu conhecimento de forma gratuita, vender produtos a preço de custo ou ainda fazer doações. Enfim, muitas coisas podem ser feitas buscando ajudar o próximo e ainda gerar relevância para sua marca.

 

Caso III

 

Almoço solidário – Ao perceber que pessoas estavam passando necessidade, um grupo de empresários do Vale do Sinos decidiu preparar “quentinhas” para serem distribuídas nos bairros mais vulneráveis aos domingos. A iniciativa, totalmente voluntária, foi liderada por um empresário do setor de alimentos e acabou sendo comentada, de modo espontâneo, por um conhecido comentarista esportivo de uma rádio da Capital. Ele citou os nomes dos empresários, bem como suas empresas, porque percebeu o real propósito da ação.

A preparação dos alimentos e sua entrega foram registradas em um vídeo que foi compartilhado nas redes sociais das empresas e das pessoas envolvidas.

Lição aprendida: Atitudes demonstram o valor, o propósito e o foco da empresa e são rapidamente percebidas como verdadeiras por formadores de opinião, que neste caso foram os voluntários e a mídia.
A fala e a ação foram sincronizadas.

Ainda levando em consideração a importância de ser sensível ao momento, vale ressaltar que é crucial escolher e avaliar que tipo de ações podem ser divulgadas e quais falam por si só, não havendo necessidade de fazer mídia em cima delas. Existe um verso Bíblico que fala “não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita” e isso se refere ao fato de que quando uma ação é genuína e feita pensando em compartilhar e fazer o bem, ela é automaticamente reconhecida pelo público e por consequência é repassada de forma orgânica.

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