Quem trabalha com comunicação sabe a “pressão” para ser criativo, para ter as melhores ideias… Na academia, geralmente tem aqueles alunos que desfilam pelo campus da universidade vestindo roupas “descoladas” ou agindo de forma diferente em relação aos outros. Estas pessoas “diferentes” são ditas pelos demais como criativas. Assim como em outros aspectos da nossa cultura, as pessoas vão criando um estereótipo de que quem aparenta ser “revolucionário”, quem sai fora dos padrões é considerada uma pessoa criativa.

Em alguns casos esta teoria pode até ter fundamento, mas a verdade é que como tudo na vida, o que faz as pessoas se tornarem cada vez mais criativas é exercitar, é praticar a criatividade. “A prática leva a perfeição”, lembra? A criatividade na escrita por exemplo, fica cada vez mais aflorada na medida que escrevemos. Quanto mais escrevemos mais vamos desenvolvendo a habilidade de sermos criativos. Quanto mais vivenciamos situações do cotidiano, quanto mais conversamos com pessoas de diferentes classes sociais, de diferentes gêneros e profissões, quanto mais observamos o mundo à nossa volta, mais nos munimos de informações e consequentemente, de criatividade para escrever, para criar, para explorar, para relatar.

Quando se busca ter mais criatividade, principalmente na comunicação, observar é fundamental. É preciso exercitar o cérebro pra pensar de outras formas, daí a necessidade de estar em grupos de pessoas com os costumes diferentes dos seus, explorar lugares que você não costuma frequentar…  O velho conselho “saia da sua zona de conforto” pode te ajudar muito no momento do processo criativo.

Para que o comunicador passe a informação correta para os interlocutores, é preciso que ele se empenhe em escrever cada vez melhor. Escrever corretamente é essencial. Mas quais os caminhos para aprimorar a escrita? O conteúdo do texto precisa ser pesquisado, é preciso se inteirar do assunto. A mensagem precisa ser passada da maneira mais clara possível. É necessário adaptar um texto para cada público de acordo com o veículo para o qual se escreve, mas por via de regra, em um jornal por exemplo, a linguagem precisa ser adaptada de forma com que leitores de diferentes níveis de escolaridade consigam compreender.

Para algumas pessoas “escrever é fácil”. Se engana quem pensa assim. Escrever não é um exercício nada fácil pois para uma única palavra há diferentes interpretações. Cada pessoa é livre para fazer a interpretação que ela quiser, seja de alguma palavra, de alguma reportagem ou de algum artigo. O desafio para quem trabalha com a escrita é justamente este: se fazer entender apenas com as palavras ditas no papel e em tempos que recebemos informações na velocidade da luz, a cada clique, este desafio torna-se ainda maior.

Por Larissa Pereira, jornalista e colaboradora da Abarca