É absurdamente comum que se faça certa confusão ao usar essas duas palavras, afinal, criatividade e inovação são ou não a mesma coisa?

Em uma pesquisa realizada com aproximadamente 50 pessoas, fiz uma pergunta simples: “Você acha que inovação pode ser considerada sinônimo de criatividade?” e dei apenas duas opções de resposta: “sim” ou “não”.

77% das pessoas responderam que SIM, criatividade e inovação podem ser consideradas sinônimos.

Mas então? As duas palavrinhas mágicas sobrepõem-se ou não?

Para responder isso vamos às definições:

CRIATIVIDADE indica a capacidade de criar, produzir ou inventar coisas novas.

INOVAÇÃO é a ação ou o ato de inovar; efeito de renovação ou criação de uma novidade que muitas vezes traz retorno financeiro.

Apesar de criatividade e inovação possuírem a mesma origem, ambas do latim creare e innovatio, respectivamente, podemos perceber que há uma característica muito forte que as tornam completamente diferentes: a ação.

 

A ação é a magia que transforma criatividade em inovação

 

Enquanto a criatividade tem a ver com o ato de criar algo a inovação tem a ver com o que se faz com aquilo que se criou.

Nicolau Copérnico, por exemplo, teve um pensamento criativo, e através de seus estudos construiu a ideia de que a terra gira em torno do sol, no entanto, essa informação passou décadas presa em seus cadernos de anotações.

A inovação só aconteceu quando sua pesquisa foi publicada 26 anos mais tarde, por Johann Abrecht Widmanstadt, que levou sua teoria até Roma para que a publicação pudesse ser autorizada pelo Papa Paulo III.

Transformar criatividade em inovação não é tarefa fácil. Quando criamos uma novidade, de certa forma, estamos indo contra as normas ou padrões já existentes, estamos mudando o jeito de fazer as coisas.

Cá entre nós, se Nicolau Copérnico, o deus olimpiano da Astronomia, levou 26 anos para inovar através de sua grande criação teórica do heliocentrismo, por que eu e você seríamos considerados menos criativos por procrastinar a inovação?

Pra início de conversa, Copérnico tinha um nome legal e foi o cara que desenvolveu uma das mais brilhantes e inovadoras hipóteses científicas de todos os tempos, mas assim como nós, não passava de um ser pensante, tão capaz e tão vulnerável quanto eu e você. Seus 26 anos de enrolação nos revela o medo que Nicolau teve de desmoronar o então atual conceito do Geocentrismo.

 

Ou seja: Há esperança para os procrastinadores criativos.

 

Agora vamos pensar juntos. Uma ideia criativa só terá dois destinos quando transformada em inovação: Dar certo ou não!

Scot Adams, afirma que criatividade é se permitir cometer erros.
Eu afirmo que errar é um risco que a gente precisa correr.

Inovar hoje ou inovar amanhã não mudará o fato que sua ideia poderá dar certo ou não.

Que tal fazermos um exercício?
Responda mentalmente (ou pode usar uns post-it’s, se preferir) a estas três perguntinhas:

1. Eu tenho uma ideia criativa para melhorar algo no meu trabalho (ou qualquer outro ambiente onde esteja inserido)?

2. É possível transformar essa ideia em ação?

3. O que está faltando pra eu transformar minha criatividade em inovação?

Pense sobre! E aja!

Fonte: Keep Learning School